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Para nos
transmitir a graça, para nos fazer andar no caminho da salvação, Jesus
instituiu sete cerimônias sagradas, que a Igreja chama de Sacramentos. São
elas:
1 – Batismo
2 – Crisma ou Confirmação
3 – Eucaristia
4 – Confissão ou Penitência
5 – Unção dos Infermos
6 – Ordem
7 – Matrimônio
Sacramento é um sinal sensível,
instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para nos dar a graça santificante e as
graças de cada Sacramento, e realizado durante uma cerimônia da Igreja
Católica.
- sinal sensível – é o que pode ser
percebido, é o que nós podemos ver, ouvir, cheirar, segurar, perceber o gosto.
Todos os Sacramentos têm uma parte sensível porque podemos vê-los e ouvi-los.
Por exemplo, quando vemos a água derramada na cabeça da criança, na Igreja,
sabemos que se trata de um Batismo. Chamamos o sacramento de sinal
porque esta parte visível indica que se realizou uma parte invisível:
- graça santificante e graça do
Sacramento – é o que, no Sacramento, não pode ser percebido pelos sentidos.
É a sua parte invisível, espiritual, é a parte mais importante. É a presença de
Deus na nossa alma: sua presença santificante e sua ajuda especial ligada a
cada Sacramento. Não se pode ver que uma alma fica limpa do pecado original,
mas nós sabemos que aquele sinal sensível que nós vemos (a água e as palavras
do Batismo) mostra que a alma ficou limpa do pecado original (graça do
Batismo).
Na Crisma, a unção do óleo (sensível) representa a força da Fé, seu
aperfeiçoamento (a graça invisível), mas é essa unção que realiza esse fortalecimento da Fé.
- O sacramento realiza aquilo que ele significa. Esta é a mais impressionante
característica dos sacramentos. Eles são cerimônias eficazes, eles conferem a
graça pela força própria que eles têm. Não é um sinal que dependa da nossa
convicção, da nossa fé, como acontece com a água benta e os demais
sacramentais. É um sinal que realiza, que faz aquilo que ele exprime. Se o rito
do batismo é sinal da alma limpa do pecado original, nós sabemos com certeza de
fé que, de fato, a alma batizada foi limpa do pecado original. Que a alma
crismada tornou-se Soldado de Cristo, que a alma que morreu recebendo a
unção dos infermos foi para o juízo final preparada pela Igreja, que os nossos
pecados foram verdadeiramente perdoados. E assim para todos os sacramentos.
Assim, todos os
Sacramentos, com uma cerimônia percebida pelos sentidos, significam uma graça
invisível, dada por Deus.
Mas de onde vem esse poder dos Sacramentos, de dar a graça? Eles têm essa força
porque foi Jesus Cristo quem os instituiu. Jesus realizou cada um deles pela
primeira vez e deu aos Apóstolos o poder de continuar a realizá-los.
Devemos respeitar os Sacramentos, a graça e o poder de Jesus Cristo que está
neles, e recebê-los sempre dignamente. Na Missa, na Comunhão, na Confissão e em
todas as cerimônias na Igreja, devemos ficar sérios, compenetrados, sem
brincadeiras. Dentro da Igreja, andar devagar, mãos postas, em sinal de oração,
bem vestidos por respeito às coisas sagradas que vivemos naqueles momentos.
Peçamos ao Espírito Santo o dom de Piedade, para receber sempre dignamente os
Sacramentos.
“O rei da França, Carlos Magno,
desejava a dignidade e os direitos de Imperador e pediu-os ao Papa. Numa grande
Igreja de Roma, o Papa pôs uma coroa de ouro na cabeça de Carlos Magno. Assim o
Papa dava a Carlos Magno os direitos e a dignidade de Imperador. A imposição da
coroa podia se ver. A dignidade e os direitos de Imperador não se podiam ver. A
imposição da coroa designava a colação da dignidade de Imperador. Mas, por esta
coroação, o Papa não só representava a dignidade Imperial, mas também dava
verdadeiramente aquela dignidade. Na cabeça, Carlos Magno recebeu a coroa
visível. Na alma, recebeu a dignidade invisível.
A coroação era um sinal sensível que dava a dignidade imperial invisível.”
A parte sensível dos Sacramentos se divide em duas: a matéria e a forma.
Cada Sacramento tem uma matéria: é aquilo que vemos, a matéria usada pelo
ministro.
Cada Sacramento tem uma forma: é a frase dita pelo ministro na realização do
Sacramento.
A parte invisível dos Sacramentos é a graça
sacramental.
Vamos estudar, para cada Sacramento, a matéria, a forma e a graça sacramental.
Matéria, Forma e Graça Sacramental dos 7 Sacramentos
Batismo:
Matéria – água
Forma – “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.”
Graça – Apaga o pecado original – nos torna filhos de Deus – é o nascimento
espiritual.
CRISMA:
Matéria – o óleo sagrado chamado Santo Crisma.
Forma – “Eu te marco com o Sinal da Cruz e te Confirmo com o Crisma da
Salvação, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.”
Graça – Nos confirma na Fé, nos torna Soldados de Cristo – é o crescimento
espiritual.
EUCARISTIA:
Matéria - O pão e o vinho consagrados na Santa Missa.
Forma - "Isto é o meu Corpo" - para a consagração do pão; "Este
é o cálice do meu sangue, do sangue da nova e eterna aliança, mistério da Fé,
que será derramado para vós e para muitos para o perdão dos pecados" -,
para a consagração do vinho.
Graça - É a presença do próprio Jesus Cristo na nossa alma, com seu Corpo,
Sangue, Alma e Divindade - é o alimento espiritual.
CONFISSÃO:
Matéria - Os pecados confessados diante do Padre.
Forma - "Eu te absolvo dos teus
pecados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém."
Graça - O perdão dos pecados - devolve a graça santificante - é o remédio
espiritual.
UNÇÃO
DOS INFERMOS:
Matéria - O óleo sagrado chamado Óleo dos Enfermos.
Forma - "Por esta santa unção, que o Senhor te perdoe todos os pecados que
fizeste pela... (a unção é feita nos olhos, boca, ouvido, nariz, mãos e
pés)."
Graça - Prepara nossa alma para ir para o Céu - apaga os pecados veniais, as
imperfeições e até pecados mortais - reanima o corpo doente.
ORDEM:
Matéria - A imposição das mãos pelo Bispo.
Forma - A oração consecratória na ordenação sacerdotal.
Graça - Dá ao Padre o poder de celebrar a Missa e outros Sacramentos.
MATRIMÔNIO:
Matéria - O contrato entre os noivos.
Forma - A aceitação pública do contrato - o "sim". Graça - Capacidade
de ter e educar os filhos, viverem juntos em harmonia, e buscando a vida
eterna.
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